Oi contrata banco para atrair novos investidores e venda de móvel por R$ 20 bilhões segue no radar

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Após vender recentemente sua  operação em Angola por US$ 1 bilhão, a Oi (OIBR3) quer aproveitar o reforço no caixa para buscar novas opções de financiamento de sua expansão e atrair novos investimentos. Para isso, a tele carioca contratou o banco Lazard, cujo objetivo é estruturar operações de mercado para buscar novos recursos para a companhia.

Oi (OIBR3)
Oi (OIBR3)

Segundo uma fonte do setor, a ideia é sinalizar aos investidores que há uma perspectiva positiva de entrada de novos recursos no caixa da empresa. Recentemente, a companhia também ganhou reforço de R$ 2,5 bilhões devido a um processo de capitalização.

Assim, a estratégia da companhia, destacou essa fonte, é aproveitar os R$ 6,5 bilhões a mais em seu caixa para “mostrar que a empresa está com crédito e que consegue atrair novos investidores nesse momento”. Neste ano, as ações da companhia tiveram alta de 12,79%, encerrando cotada a R$ 0,97.

Além da contratação da Lazard, antecipado pelo colunista Lauro Jardim, a Oi mantém contrato com o Bank Of America para a venda de ativos no Brasil. Atualmente, a Oi pretende se desfazer de torres, imóveis, data centers e de parte da fibra óptica onde há ociosidade, como em São Paulo. Isso tudo pode gerar um reforço entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões em seu caixa.

Na última sexta-feira, a Oi passou a ter no comando Rodrigo Abreu, ex-presidente da TIM e até então membro do conselho de administração da tele carioca. Sua meta  é continuar com a venda de ativos considerados não-estratégicos e investir na ampliação de fibra óptica no Brasil,  que hoje conta com 370 mil quilômetros de rede.  Por isso, afirmou uma fonte, a empresa não descarta vender sua operação de telefonia móvel, avaliada em cerca de R$ 20 bilhões.

Segundo uma outra fonte, a principal estratégia da Oi é investir fortemente na ampliação de rede de fibra no país. Por isso, grande parte dos R$ 7 bilhões em investimento previsto para esse ano está dedicado à ampliação da rede, conectando casas com internet de alta velocidade. A companhia também quer ampliar sua atuação no mercado de atacado, cuja meta, destacou essa outra fonte, é quase que dobrar as receitas na área até 2024.

Fonte: O GLOBO