Nova diretoria da Oi (OIBR3) traz boas perspectivas para a empresa, diz BTG Pactual

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As coisas seguem difíceis para a operadora de telefonia Oi (OIBR3). Em recuperação judicial desde 2016, as ações da empresa tiveram uma desvalorização de 31,2% em 2019. porém o BTG Pactual ver uma luz no fim do túnel e acredita que as coisas podem mudar.

Oi (OIBR3)
Oi (OIBR3)

Através de relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (16), o BTG demonstrou otimismo com as mudanças realizadas em outubro do ano passado na companhia. Em dezembro, a Oi informou que o atual presidente, Eurico Teles, irá deixar o cargo em janeiro.

Para o banco, a nova companhia tem um ‘renovado senso de urgência’ para solucionar um dos mais importantes problemas da companhia: o caixa deficitário e sua necessidade de investimentos.

No fim do terceiro trimestre de 2019, a Oi possuía cerca de R$ 2,6 bilhões em caixa e estimasse que tenha terminado o ano com um valor entre R$ 2 e R$ 2,2 bilhões. Mas, há um desnivelamento entre o valor que a empresa hoje possuí e a sua necessidade de investimento. A reversão do quadro deve ser a prioridade número 1 da empresa.

Nova postura

Caso o quadro atual prossiga, a empresa precisará de R$ 6,5 bilhões para cumprir o seu plano de negócios. Desde que assumiu, a nova diretoria tem trabalhado intensamente para aliviar o caixa da empresa, como a captação de R$ 2,5 bilhões em debêntures, a venda de imóveis em Santa Catarina e o recebimento (em 36 vezes) de R$ 669 milhões da Sistel por superávit do plano previdenciário.

A gestão ainda espera concluir a venda de torres no 1º trimestre de 2020, o que pode trazer mais R$ 500 milhões para o caixa. Em setembro, o banco já havia manifestado que uma das saídas para a companhia poderia ser a venda de ativos, que podem chegar ao valor de R$ 7 bilhões.

O BTG acredita que, se concluidas, as vendas de centros de dados e rede de fibra em São Paulo podem ser suficientes para cobrir o caixa em 2019. A expectativa na venda de imóveis de propriedade da Oi também seguem elevadas.

Não são só os imóveis e centros que entram na lista de ativos a serem vendidos. Na sua apresentação de resultados do terceiro trimestre, a Oi disse esperar concluir a venda da sua fatia de 25% na operadora angolana Unitel. A transação deve movimentar R$ 4 bilhões.

Conseguir finalizar a venda tem se provado um grande desafio para a companhia. Mas, no ínicio do ano, o jornal português Expresso publicou uma matéria com o CEO da Sonangol, uma das acionistas da Unitel, confirmando o interessa da companhia em adquirir a operação.

A venda da operação de telefonia móvel da Oi, a quarta maior do país, também é uma das alternativas buscada pela companhia. Com 37,5 milhões de usuários e 16,4% da participação de mercado, a aquisição da operação é de interesse estratégico para as outras gigantes do mercado. Mas, para negociar confortávelmente e sem pressão, o ideal é que a venda da Unitel deve ser concluída antes.

Segundo o relatório assinado por Carlos Sequeira e Osni Carfi, o segmento móvel da companhia hoje pode ser avaliado em mais de R$ 15 bilhões (7-8x EV/ EBITDA), já que se trata da eliminação de um concorrente forte no mercado e a oportunidade de consolidação.

Atualmente, o BTG possui recomendação de compra para as ações ordinárias da OI (OIBR3). O preço-alvo para os próximos 12 meses é de R$2,00. Na cotação desta quarta-feira (16), os papéis valiam R$ 0,89 – o que dá uma margem de valorização de 124% para os papéis.

Fontes: BTG Pactual e Jasmine Olga/Seu Dinheiro