Mesmo com boas notícias, ações da Oi (OIBR3) fecham em queda de 2,13%

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Mesmo com as boas notícias dos últimos dias, as ações da Oi (OIBR3) fecharam em queda de 2,13% nesta quarta-feira (08) interrompendo uma sequência de 2 dias seguidos de alta.

Os papéis ON da Oi fecharam o dia cotados a R$ 0,92. A queda injustificada de hoje foi mais uma clara demonstração de que o mercado adora bater nos papéis da empresa.

Oi (OIBR3)
Oi (OIBR3)

edição desta quarta-feira do Valor Econômico informou que o bloqueio dos bens da filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, a empresária Isabel dos Santos, em decisão do Tribunal Provincial de Luanda, inclusive sua participação de 25% na Unitel, pode beneficiar a Oi, que travou longa batalha arbitral com Isabel para receber dividendos da companhia, retidos desde 2012.

Uma fonte ligada ao caso, disse ao jornal que agora a venda da venda da fatia da Oi na Unitel pode ficar fácil, já que a chance de disputa política que possa atrapalhar é menor.

Até o ano passado, Isabel ocupava o cargo de presidente do conselho de administração da operadora angolana, após uma derrota no tribunal arbitral da Câmara de Comércio Internacional (ICC). O entendimento foi que Isabel e os outros dois sócios na Unitel, cada um com 25% do negócio, violaram o acordo de acionistas da companhia prejudicando a PT Ventures, subsidiária da Oi.

A operadora brasileira, por intermédio da sua subsidiária PT Ventures (detentora de 25% do capital da companhia angolana), terá direito a receber US$ 660 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 2,6 bilhões.

A decisão arbitral do tribunal de Paris favorável a oi custará caro a Isabel dos Santos e representa um risco para todos os outros acionistas, uma vez que a condenação é solidária, ou seja, a Oi pode pedir tanto à Sonangol/MSTelecom como à Geni ou à Vidatel cerca de 660 milhões de dólares americanos, acrescidos de juros, sem prejuízo do direito de regresso entre os demandados.