Integração com a Netshoes e Banco Digital, o que esperar da (MGLU3) Magazine Luiza em 2020?

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2019 assim com nos últimos anos, foi de muito crescimento, mas o que podemos esperar da Magazine Luiza (MGLU3) em 2020? Não temos dúvidas de que assim como os anteriores será mais um ano chave para a companhia de dona Luiza Helena Trajano, porém os desafios tendem a ser maiores.

De acordo com reportagem do Yahoo Finanças, o presidente-executivo da rede de varejo, disse na última sexta-feira (13) que a companhia está disposta a abrir mão de sua margem para entregar um crescimento exponencial nas vendas.

“Se precisarmos fazer ‘trade off’ das margens, nós vamos… Eu pensei que este trade off seria até maior, mas conseguimos segurar bastante e manter o nível de rentabilidade”, disse o presidente-executivo, Frederico Trajano, em um encontro com investidores e analistas em São Paulo.

Frederico Trajano / Magazine Luiza (MGLU3)

A empresa teve margem líquida ajustada de 2,8% no terceiro trimestre, inferior aos 3,3% de um ano atrás.

Nesse contexto, a aquisição da Netshoes adicionou 6 milhões de clientes à base e cerca de 1.000 vendedores, acrescentou Trajano.

O processo de integração com a Netshoes deve começar em janeiro, segundo o diretor executivo comércio eletrônico do Magazine Luiza, Eduardo Benjamin Galanternick. “Envolveu 40 grupos de trabalho analisando mais de 380 processos de melhoria tanto na Netshoes quanto na Magalu”, disse ele.

A logística é outra prioridade para a varejista, que pretende estender os serviços de armazenagem e entrega para vendedores do marketplace em 2020, disse Decio Sonohara, diretor executivo de logística.

Atualmente, o Magazine Luiza entrega 66% de todas as vendas próprias em até 48 horas, utilizando principalmente sua própria frota.

Banco Digital

A Magalu Pagamentos estará disponível para os clientes a partir de janeiro. Trajano revelou que a conta digital, diferentemente das concorrentes, não será disponibilizada por um aplicativo independente, mas, sim, como parte do app multitarefa da companhia. “Não vamos virar banco. Um dos grandes diferenciais da nossa conta é que ela nasce em uma parceria com o Banco do Brasil. Nenhuma outra conta no mercado tem integração com um grande banco”, disse o executivo.

Trajano explicou que a estratégia de acoplar o serviço ao aplicativo envolve usar a base de consumidores já usuária da sua plataforma. “Temos 20 milhões de pessoas com o app, sendo que 12 milhões deles utilizam todo mês. Faz muito sentido oferece a conta digital na plataforma para não ter o esforço de trazer clientes novos e fazer essa migração”, explicou. O aplicativo terá suas funções ungidas com o serviço de crédito da empresa, o LuizaCredit.

A priori, os serviços estarão disponíveis para compras em lojas que utilizem o sistema do Magazine Luiza e para o pagamento de suas aquisições nas lojas físicas da empresa — mas o foco, afirma o CEO, será na digitalização da marca. “Nosso e-commerce cresceu 90% em relação ao ano passado e acreditamos que vamos crescer acima do mercado, temos condições para isso”, diz. Segundo o executivo, o plano com o aplicativo envolve, no futuro, estender o uso para lojas independentes da marca Magazine Luiza.

MGLU3 – Alaska reduz participação

Apesar de Henrique Bredda, gestor do Fundo Alaska Black ter falo recentemente que a nova Magalu seria a própria Magalu, a gestora Alaska, que ficou conhecida por ter surfado na valorização estratosférica das ações do Magazine Luiza (MGLU3) em meio ao seu bem-sucedido processo de transição em uma operação de e-commerce com lojas físicas, vendeu no mês passado uma parcela significativa de sua participação na varejista.

Por todo o crescimento entregue nos últimos anos, não duvidamos que a Magazine Luiza continue impressionando o mercado em 2020, porém entregar o mesmo crescimento dos últimos anos não será uma tarefa fácil.