As 7 ações mais recomendadas para investir em novembro

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As varejistas voltaram a ter um peso tão grande quanto as empresas do setor financeiro na lista das dez ações mais recomendadas pelas corretoras para investir em novembro. As empresas Via Varejo e BR Malls entraram para o ranking neste mês e se somaram ao Pão de Açúcar, que já estava na lista no mês passado.

A valorização dos dois setores é motivada pela recuperação do crescimento econômico e pela queda na taxa básica de juros. O varejo deve se beneficiar com o aumento gradual da renda dos brasileiros e pelo cenário de inflação mais baixa e empréstimos mais baratos, que devem estimular a demanda de consumidores.

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Já os papéis do setor financeiro devem ganhar fôlego devido à redução dos índices de inadimplência e ao aumento das concessões de crédito. As empresas Bradesco, Banco do Brasil e B3 são as representantes do setor financeiro na carteira recomendada de ações de novembro.

Outras duas novidades para novembro na Carteira Valor são as empresas JBS e Banco do Brasil.

A JBS voltou para a lista de ações mais recomendadas porque é o frigorífico preferido dos analistas, que acreditam que a empresa está operando com solidez e com menores riscos de governança. Os analistas estão confiantes nos resultados do balanço da empresa, que será divulgado no dia 13 de novembro.

O Banco do Brasil também voltou para o ranking de ações porque os últimos resultados operacionais do banco superaram as expectativas do mercado e mostraram uma contínua recuperação da qualidade da carteira de crédito da instituição financeira.

Na liderança da Carteira Valor deste mês, seguem firme a Petrobras, com 10 indicações de corretoras e a Vale, com cinco recomendações. Em relação ao mês passado, saíram da Carteira Valor as empresas Itaú Unibanco, Magazine Luiza, IRB Brasil Resseguros e Rumo.

Petrobras PN (PETR4)
Indicada por dez corretoras neste mês, a Petrobras é recomendada por analistas porque apresentou bons números no 3º trimestre, em especial, geração de caixa e redução do endividamento (no jargão do mercado, diminuição da “alavancagem”). A empresa teve lucro líquido de R$ 9,08 bilhões no período, alta de 37% ante o mesmo intervalo do ano passado.

“A atual gestão da Petrobras demonstra grande capacidade em se desfazer de projetos que não faziam sentido para a companhia e focar os esforços onde a petrolífera é referência”, diz a Elite Investimentos em relatório. Segundo a corretora, o mega leilão agendado para a próxima quarta-feira (6) deve proporcionar a estatal áreas do pré-sal altamente produtivas para a exploração de óleo e gás.
A Bradesco/Ágora Corretora recomendada a Petrobras especialmente para investidores de longo prazo, que buscam ações descontadas em relação às concorrentes estrangeiras.

“Gostamos da tese de investimentos da empresa, que passa pela continuidade nas vendas de ativos, crescimento de produção, desalavancagem (redução de dívida) e menor custo de capital”, diz a corretora, em nota.

Vale ON (VALE3)
Segunda empresa no ranking de novembro, recomendada por cinco corretoras, a Vale é sugerida por analistas por causa da recente valorização de minério no mercado internacional e da maior demanda da China por minério de maior qualidade.

Além disso, melhorias operacionais decorrentes da alta do preço do minério e do dólar devem compensar os efeitos negativos do acidente de Brumadinho, destaca a Guide. A Vale fechou o 3º trimestre com lucro líquido de R$ 6,54 bilhões, alta de 14% na comparação ao mesmo período do ano passado.

“A Vale continua negociando com desconto relevante em relação às mineradoras australianas e em 2020 deverá voltar a pagar dividendos, devendo ser bem atraente”, diz a Mirae.

Bradesco PN (BBDC4)
Empatado com a Vale em 2º lugar no ranking, com cinco recomendações de corretoras, o Bradesco também teve um resultado no 3º trimestre que confirmou a expectativa de números sólidos. O banco teve lucro líquido de R$ 6,5 bilhões, uma alta de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Embora o resultado não tenha surpreendido, foi mais uma vez um sólido resultado e a expectativa é favorável para os próximos trimestres. O banco anunciou um novo PDV, que, aliado à expectativa de melhora da economia, deve ajudar a aumentar os resultados”, diz a Mirae.
A Socopa avalia que as ações do Bradesco estão baratas e que o banco está bem preparado para se beneficiar da recuperação econômica. “O capital é saudável, inadimplência e cobertura de juros estão em níveis adequados e o ROE (retorno sobre o patrimônio) do segmento de crédito é elevado”, afirma a Socopa em relatório.

B3 ON (B3SA3)
Outra ação do setor financeiro recomendada para investir é a B3. É o melhor papel para se beneficiar da expansão do mercado de capitais esperada para os próximos anos, segundo analistas, em maio à expectativa de um ciclo econômico de crescimento mais longo e a taxas de juros em patamares historicamente baixos.

“Os últimos resultados da empresa têm mostrado forte desempenho no mercado de ações e futuros. O cenário de queda de juros deve manter o investidor com apetite ao risco, beneficiando os resultados no negócio de ações e outros instrumentos de renda variável”, afirma o Bradesco em relatório.

Além de atrair os investidores, a queda na taxa básica de juros abre espaço para as companhias levantarem capital no mercado através de ofertas públicas, destaca a Elite. Em 2019 as ofertas de ações já estão em R$ 70 bilhões, batendo o recorde de 2007.

JBS ON (JBSS3)
A JBS voltou para a lista de ações mais recomendadas porque é o frigorífico preferido dos analistas, que acreditam que a empresa está operando com solidez e com menores riscos de governança.

“Acreditamos no momento do setor de proteínas e confiamos na divulgação de mais um balanço com forte fluxo de caixa operacional”, diz a Ativa. A corretora espera que a empresa tenha ganhos de governança com a da BNDESPar, o que pode gerar ainda mais valor para os ativos.
A JBS vai divulgar o balanço com os resultados do 3º trimestre de 2019 no dia 13 de novembro. A Mirae também está confiante em relação ao balanço que está por vir. “Esperamos resultados sólidos, provenientes principalmente dos EUA e ainda fracos no Brasil, acarretando aumento de margem Ebitda e de lucro”, afirma a corretora.

Pão de Açúcar PN (PCAR4)
Entre as varejistas, uma das indicadas para novembro é o Pão de Açúcar. Os analistas esperam que a recuperação gradual da economia, o aumento da renda dos brasileiros e o cenário de inflação e juros baixos possam beneficiar o aumento da demanda por alimentos.

“Com os indicadores de emprego, renda e confiança do consumidor mostrando melhora, avaliamos que os resultados do Pão de Açúcar no decorrer dos próximos exercícios devem continuar apresentando melhora significativa. Sinais de melhora do resultado do grupo ficaram mais claros no 3º trimestre de 2019”, diz a Socopa em relatório.

A corretora pondera que os principais riscos associados ao papel estão relacionados com a fraca dinâmica da economia doméstica, dado que o setor de atuação do grupo Pão de Açúcar é bastante sensível à variação da renda e preços, o que impacta as margens operacionais do grupo.

Banco do Brasil ON (BBAS3)
Outro representante do setor bancário que voltou ao ranking de ações recomendadas este mês é o Banco do Brasil. É mais uma instituição financeira que deve se beneficiar do ciclo econômico mais positivo e, consequentemente, de níveis de inadimplência comportados e do crescimento das concessões de crédito.

“Os últimos resultados operacionais do banco ainda têm superado a expectativa do mercado, mostrando uma contínua recuperação da qualidade da carteira de crédito, além do eficiente controle das despesas administrativas e crescimento da receita de serviços”, afirma a Guide.

Fonte: Júlia Lewgoy e Nathália Larghi, Valor Investe — São Paulo