As 7 ações de varejo que mais devem ganhar com o aquecimento da economia em 2020

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2020 será um ano de muita expectativa para todos os setores, e com o varejo não poderia ser diferente, com crescimento nas vendas de final de ano, o varejo no Brasil passa pelo seu melhor momento desde a recessão e entra em 2020 com o pé direito.

Magazine Luiza (MGLU3)
Magazine Luiza (MGLU3)

O setor varejista possui algumas das empresas de maior valorização do Ibovespa.

De acordo com relatório elaborado pela XP, o cenário para 2020 é de otimismo, mas nem todas as empresas vão se beneficiar da recuperação do consumo.

As varejistas dos setores de duráveis e vestuário, segundo os analistas, são as que possuem maior probabilidade de apresentar crescimento de vendas acima da média do setor nos próximos anos. Nesse cenário, Lojas Renner (LREN3) e Via Varejo (VVAR3) se destacam.

Ambas as empresas são líderes em seus respectivos campos de atuação (duráveis e vestuário), com fortes vantagens competitivas (valor da marca, oferta de crédito, escala e produto – principalmente para a Renner) em segmentos do varejo com maior demanda reprimida”, pontuam analistas da XP em relatório.

No curto prazo, a Via Varejo se beneficia, pois o mercado de ações do país tem um caráter muito mais especulativo, de acordo com Dias. Mesmo apresentando o maior prejuízo nos primeiros nove meses do ano (R$579 milhões), os papéis da varejista, dona de Casas Bahia, Extra.com e Ponto Frio, seguiu tendo o maior desempenho do Ibovespa no mesmo período: 158,31%.

“A visão imediatista numa guerra de braço com uma análise a longo prazo sempre ganha, porque no longo prazo percebe-se as influências das sazonalidades, as correções das distorções de mercado e assim se consegue identificar quem possui crescimento consistente, ou seja, quem desempenha uma boa gestão”, explica o especialista da Sabe.

Já Fouto acredita que é natural que os investidores aposte nessas empresas com a retomada do ciclo econômico, porém ressalta que o impacto é maior nos players que possuem uma governança mais efetiva.

“O impacto é positivo em cima desses varejistas que são transparentes e que trabalham melhor. E isso independe de se a empresa é mais velha ou mais nova, pois temos exemplos de empresas mais antigas que conseguiram se renovar”.

Vestuário em retomada

Ainda em vestuário, Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores acrescenta que é preciso relembrar que este foi um dos segmentos que mais sofreram o impacto da crise.

“O mercado de ações voltou a discutir os papéis do setor, inclusive com possibilidades de abertura de capital ou novos investimentos. O cenário para esse segmento é muito convidativo, porque temos uma taxa de juros baixa e uma visão de consumo otimista. O que a gente vai enxergar além do crescimento das vendas é a volta dos investimentos nos canais de distribuição, inclusive nos físicos”, diz Tozzi.

Neste contexto, a Renner que apresentou o segundo maior lucro (R$580 milhões), entre as companhias de bens de consumo de janeiro a setembro de 2019, se configura com a maior exposição à melhora no ambiente de consumo frente às suas concorrentes Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3), Hering (HGTX3) e C&A (CEAB3)

Mas o segmento ainda possui mercado suficiente para deslanchar outras empresas. A compra da Netshoes pelo Magazine Luiza (MGLU3) e a inserção da companhia no seu ecossistema multicanal evidencia a estratégia da varejista em se tornar relevante também neste segmento.

Outro player que, segundo Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, tem potencial dentro do setor é a Hering, pois apresenta uma gestão que pode “alçar a companhia a bons números no curto e médio prazo”.

“Em comparação aos pares, percebemos que a empresa é eficiente e desalavancada. Apesar de precificada, acreditamos que, em um cenário de juros baixo e ampliação do crédito, a companhia possa ser um vetor de capturar do novo varejo nacional”, aponta a Ativa em relatório. (Por: Jovem Investidor, com informações do Infomoney)