As 21 ações que devem distribuir mais proventos em 2020

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Acumular patrimônio e faturar muito com ações não se restringe a vender um papel por um preço maior que o de compra. Os dividendos e os juros sobre capital próprio (JCP) podem proporcionar lucros interessantes para os investidores, num cenário em que a renda fixa oferece muito pouco, devido aos juros historicamente baixos.

Itaú (ITUB3, ITUB4)
Itaú (ITUB3, ITUB4)

Economática, por exemplo, aponta 21 ações que podem se destacar neste ano como boas pagadoras de dividendos e juros sobre capital próprio. Para encontrá-las, a consultoria econômica adotou alguns critérios.

Só entraram na conta, empresas que movimentaram uma média diária de R$ 5 milhões no mercado de ações no ano passado; empresas que apresentaram lucro líquido em 2018 e nos nove primeiros meses de 2019. Além disso, o lucro acumulado até setembro deve corresponder a, pelo menos, 75% do do ano retrasado.

Critérios

Mas, como você já sabe, não adianta um lucro vistoso, se a empresa não o distribui aos acionistas. Por isso, a Economática incluiu na seleção apenas companhias que pagaram dividendos e juros em 2018.

Como a Selic está em 4,5% ao ano e os analistas esperam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central promova um novo corte de 0,5 ponto percentual, a Economática adotou, como nota de corte, um dividend yield de 4%. Por fim, a premissa é que as empresas mantenham a mesma política de dividendos.

Todos esses filtros culminaram na concentração de ações em três setores: bancos (oito papéis), energia elétrica (quatro papéis) água e saneamento (duas ações). Os demais escolhidos dispersaram-se por sete setores.

A ação mais promissora de 2020, segundo a Economática, é a ordinária do Itaú Unibanco (ITUB3), com dividend yield projetado de 8,76% para 2020.

A mesma metodologia foi aplicada no ano passado para sugerir empresas promissoras em dividendos e JCP. A lista de 2019 contou com 23 papéis. Segundo a Economática, apenas sete não atingiram o dividend yield de 6% projetado para o grupo.

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Fontes: Economática e Money Times