As 10 ações mais indicadas por 16 corretoras para se investir em Janeiro

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Quais as suas expectativas no mercado financeiro para Janeiro? Depois de ter perdido espaço em dezembro, o setor financeiro voltou a ter força entre as ações mais indicadas para janeiro. Com quatro das 10 empresas mais recomendadas pelos analistas de 16 corretoras, o segmento foi o que teve mais representação na seleção.

As ações do Banco do Brasil e da B3 seguiram na lista, apontadas por três casas de análise cada. Já os papéis do Itaú e Bradesco, com duas indicações cada um, foram as novidades dentro da carteira do Valor Investe que reúne as 10 ações mais indicadas pelas corretoras Ativa, Banco do Brasil, Ágora, Elite, Genial, Guide, Mirae, Modalmais, Necton, Nova Futura, Planner, Santander, Socopa, Safra, Terra e XP Investimentos. 

Ações Recomendadas
Ações Recomendadas

Segue as 10 mais indicadas para Janeiro:

Petrobras (PETR4)

O que rege a escolha dos analistas pela Petrobras é a boa gestão, desde a presidência de Pedro Parente e a manutenção das estratégias pelo atual CEO, Roberto Castello Branco.

“A Petrobras tem demonstrado alta eficácia e comprometimento na sua gestão e na estratégia”, segundo a Elite. A corretora ainda destacou o processo de desalavancagem (redução do endividamento) da companhia com as vendas de empresas subsidiárias. “Operacionalmente, a companhia voltou a focar seus esforços no que ela sabe de melhor, exploração e produção de óleo e gás, principalmente em águas profundas”, diz a casa em nota.

Pão de Açúcar (PCAR4)

Com indicadores de emprego, renda e confiança do consumidor melhorando, os resultados do Pão de Açúcar devem ser positivos também. A análise é de Nicolas Takeo, da Socopa.

“O valor do papel também está atrativo. Vemos o papel negociado a R$ 87,65 por ação, contra o preço justo de R$ 115 por papel”, diz.
Via Varejo

Para Luis Flavio Sales, da Guide, a justificativa para a escolha da Via Varejo vem do plano de negócios da nova diretoria. O analista destacou, dentre as ações já implementadas, as alterações na métrica de remuneração dos vendedores, a mudança na metodologia de precificação nas lojas para dar mais autonomia aos vendedores (o que acirrou a concorrência) e o foco na integração de canais de venda.

Para Sales, a nova estratégia de focar inicialmente nas lojas físicas (que demandam uma necessidade de capital de giro menor para a operação e possuem margens melhores que o site) e consolidação do multicanal são positivas.

Via Varejo (VVAR3)

Para Luis Flavio Sales, da Guide, a justificativa para a escolha da Via Varejo vem do plano de negócios da nova diretoria. O analista destacou, dentre as ações já implementadas, as alterações na métrica de remuneração dos vendedores, a mudança na metodologia de precificação nas lojas para dar mais autonomia aos vendedores (o que acirrou a concorrência) e o foco na integração de canais de venda.

Para Sales, a nova estratégia de focar inicialmente nas lojas físicas (que demandam uma necessidade de capital de giro menor para a operação e possuem margens melhores que o site) e consolidação do multicanal são positivas.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza é apontado por vários analistas como uma das principais referências do e-commerce no Brasil. Para a Elite, por exemplo, a companhia “não se posiciona só como varejista, mas como uma grande plataforma digital”.

A casa citou o lançamento do Magalu Pay como um dos destaques. “Trata-se de uma conta digital na qual clientes e lojistas (marketplace) terão acesso a diversos serviços financeiros com objetivo de melhorar a eficiência, experiência e fidelização”, afirma a corretora.

B3 (B3SA3)

Após um ano com aumento de clientes, de volumes negociados e de empresas estreando na bolsa, a perspectiva para a B3 em 2020 segue positiva, principalmente devido à perspectiva de manutenção dos juros mais baixos. Como muitos investimentos de renda fixa têm o rendimento atrelado à taxa Selic, quando ela fica menor, eles perdem atratividade. Portanto, mais investidores buscam alternativas como ações.

“Com uma taxa básica de juros nas mínimas históricas, o crescimento do apetite ao risco dos investidores aliado com o crescimento de ofertas e IPOs são fatores que podem continuar gerando um bom horizonte para a B3”, afirma a Elite Investimentos.

Para Luis Flavio Sales, analista da Guide, “a expectativa é que os números operacionais da B3 continuem com um volume mais forte em 2020, especialmente de ações (segmento Bovespa) e futuros (segmento BM&F)”.

Itaú (ITUB4)

As ações do Itaú são as preferidas da Elite Investimentos devido ao foco do banco na estratégia digital. Apesar das medidas do Banco Central para controlar o “spread” bancário (que podem fazer os bancos ganharem menos), a casa vê o Itaú como o banco melhor preparado para lidar com esse novo cenário.

Bradesco (BBDC4)

A escolha da Socopa no setor financeiro ficou por conta do Bradesco. Para Nicolas Takeo, analista da casa, os papéis do banco estão baratos (ou “descontados”, no jargão do mercado financeiro). “Na nossa visão, o Banco Bradesco está bem preparado para se beneficiar da recuperação econômica local. O capital é saudável, a inadimplência e juros estão em níveis adequados e o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) do segmento de crédito é elevado”, afirma.

BB (BBAS3)

Para Glauco Legat, da Necton, o Banco do Brasil tem mostrado um gradual ganho de rentabilidade nos últimos anos, “com crescimento do lucro de quase 40% no acumulado do primeiro semestre e alta de 13,3% na margem financeira líquida”. Segundo o analista, os resultados em 2019 devem mostrar uma recuperação interessante, com “a rentabilidade sobre o patrimônio da companhia convergindo gradativamente para o patamar dos bancos privados”. Ainda assim, Legat considera que as ações do Banco do Brasil encontram-se descontadas frente aos seus pares.

CVC (CVCB3)

As ações da CVC também são consideradas “descontadas” por alguns analistas. Para Nicolas Takeo, da Socopa, o preço justo da ação seria R$ 66, atualmente o papel negocia em torno de R$ 44.

“Na nossa visão, embora o ano de 2019 tenha se mostrado desafiador para a companhia, especialmente por fatores exógenos, como crise na Avianca, óleo no Nordeste, a CVC segue bem posicionada para se beneficiar da recuperação econômica doméstica e deve voltar a entregar um bom ritmo de crescimento nos próximos trimestres”, afirma.
Vale

A perspectiva de que os preços do minério de ferro continuem negociados acima dos níveis normais é uma das principais justificativas para a escolha da Vale. Segundo a Ágora, embora as ações da empresa ainda sofram com as incertezas sobre as consequências do desastre em Brumadinho, a tendência é positiva. A casa estima que a mineradora venda 350 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020.

Vale (VALE3)

A perspectiva de que os preços do minério de ferro continuem negociados acima dos níveis normais é uma das principais justificativas para a escolha da Vale. Segundo a Ágora, embora as ações da empresa ainda sofram com as incertezas sobre as consequências do desastre em Brumadinho, a tendência é positiva. A casa estima que a mineradora venda 350 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020.

Fontes: Valor Investe e B3