Ações Taurus (FJTA3) e (FJTA4) renovam expectativas 30 dias após mudança para TASA3 e TASA4

Cerca de 30 dias após mudar o código de negociação na B3 de FJTA3 e FJTA4 para para TASA3 e TASA4, as “Ações Taurus” seguem com expectativas de crescimento renovadas.

A Taurus Armas está sendo negociada com os novos tickers TASA3 e TASA4 desde o dia 12 de novembro de 2019, antes da mudança, em comunicado, a empresa afirmou que a alteração seguia a alteração da sua denominação social, de Forjas Taurus para Taurus Armas, visto que a companhia não atua mais no segmento de forjas e aos poucos está deixando o mercado de capacetes.

Ações Taurus (FJTA3) e (FJTA4) mudaram recentemente o código para TASA3 e TASA4

O objetivo da Taurus hoje é focar totalmente na fabricação de armas

A empresa fez 80 anos no mês passado e pretende ressaltar todo o trabalho de reestruturação que fez nos últimos anos para aumentar o foco e reduzir a alavancagem.

As ações preferenciais da Taurus Armas subiram mais de 35% nos últimos 42 dias, impulsionadas por um relatório produzido pela Eleven Financial que indica a compra dos papéis e aponta para a possibilidade de alta de 140%, no pregão desta quinta-feira (12 de Novembro) a ação da TASA3 fechou cotada a R$ 4,50 e TASA4 a R$ 4,91.

Analistas renovam expectativas nas (Ações Taurus) TASA3 e TASA4

Os analistas Flávia Ozawa, Odilon Costa e Carlos Daltozo avaliam que a Taurus passa por uma profunda mudança operacional e financeira nos últimos anos, iniciado com a entrada da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) como controlador, em 2015.

Desde então, a companhia conseguiu melhorar seu processo produtivo. A automatização do processo produtivo na unidade de São Leopoldo (RS), resultou maior uniformidade dos produtos e controle sobre a qualidade.

A mudança da localização da fábrica nos Estados Unidos, de Miami para Bainbridge, Geórgia, é vista pelos analista da Eleven como um catalisador para os papéis da Taurus.

A nova fábrica, construída após o governo estadual fornecer subsídios, deve resultar em um aumento da capacidade produtiva, de 400 mil unidades para 800 mil unidades ao ano.

Ela permitirá à companhia priorizar a venda aos Estados Unidos, e a mudança no processo fabril poderá gerar uma oportunidade de reajustes de preço e consequente recuperação das margens, de acordo com o relatório.

“A companhia está em um processo interessante, apresentando resultados sólidos que há muito tempo não se via”, disse Daltozo no mês passado ao site Valor Iveste. “A piora já passou e vemos sinais de evolução consideráveis.”

Ele e seus colegas destacam que a Taurus ainda possui um longo caminho pela frente, considerando que ela possui um prejuízo acumulado de R$ 964,7 milhões e um passivo a descoberto de R$ 305,7 milhões, além de um elevado nível de endividamento.