11 destaques que devem impactar o mercado financeiro nesta segunda-feira (03)

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O coronavírus segue causando pânico mundo afora, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, lideradas pelas chinesas, que voltaram do feriado do ano-novo lunar com pesadas perdas em reação aos desdobramentos da epidemia.

O índice Xangai Composto teve queda de 7,72% hoje, encerrando o pregão a 2.746,61 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu tombo ainda maior, de 8,41%, a 1.609,00 pontos.

Destaques do Mercado Financeiro
Destaques do Mercado Financeiro

Apesar da forte tensão nos mercados, a Bolsa brasileira deve ter uma segunda-feira (03) de estabilidade, confira abaixo 11 destaques que devem ditar os rumos do mercado ao longo do dia:

Braskem (BRKM5)

Ainda em destaque, a Odebrecht e a Petrobras conversam sobre uma possível migração da petroquímica para o Novo Mercado da B3, segundo informações do jornal Valor Econômico.  Seria a forma da estatal deixar o capital da Braskem.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

A Gol concluiu na sexta a primeira etapa da reorganização societária da Smiles, proposta em dezembro. A companhia aérea transferiu as ações da Smiles de sua titularidade para sua subsidiária Gol Linhas Aéreas (GLA). Com isso, ela passou a ser controladora indireta da empresa de fidelidade.

Linx (LINX3)

A Linx acertou a compra da Neemo por R$ 17,6 mi à vista, destacou a companhia em comunicado. A Neemo, uma empresa que presta serviços de
comércio eletrônico, tem faturamento bruto esperado para 2020 de R$ 7,7 milhões.

Além dos R$ 17,6 milhões à vista, um valor de até R$ 4,8 milhões poderá ser pago dependendo de metas a serem alcançadas entre 2021 e
2023.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro registrou lucro líquido de R$ 369 milhões no quarto trimestre. A receita no período foi de R$ 4,91 bilhões.

AMBEV (ABEV3)

O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo da ação da cervejaria Ambev de R$ 22,00 para R$ 18,50, citando o cenário de maior concorrência no setor de cervejas no Brasil a partir do quarto trimestre do ano passado. O BBI também reduziu a projeção de crescimento da receita da Ambev de 7% para 4,5% no quarto trimestre de 2019. A recomendação para o papel ABEV3, contudo, permaneceu neutra. Os analistas projetam que a expansão do volume de vendas das cervejarias no Brasil será baixa em 2020, ao redor de 2%, com uma pressão de preços muito forte nos fabricantes – Heineken, Eisenbahn e Amstel dobraram a capacidade de produção. Por isto, as margens tendem a ficar baixas.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo, informou que, depois de vender sua fatia na angolana Unitel e de contratar o Bank of America para vender sua operação de telefonia móvel, a Oi estudaria se desfazer se sua rede de fibras ótica que leva a banda larga da empresa Brasil afora.

Contudo, em nota, a Oi informou que não planeja a venda dos seus ativos de fibra ótica. O pilar central do plano estratégico da Oi prevê que a empresa será a maior companhia de infraestrutura de fibra do Brasil e viabilizadora da banda larga de última geração no país.

Outback

Quatro empresas interessadas na compra das operações do Outback no Brasil devem apresentar suas ofertas para um possível negócio. As companhias que demonstraram real interesse foram: Advent International, Vinci Partners, Madero e Burger King. As informações são do jornal “Valor Econômico”.

De acordo com duas fontes próximas ao assunto, o Outback está avaliado em R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões (em cálculos que desconsideram o pagamento de royalties).

Além do Outback, a Abbraccio, que possui 12 unidades no Brasil, também está inclusa na negociação.

Petrobras

De acordo com informações do jornal “O Globo”, a Petrobras está estudando a venda da Gaspetro na Bolsa. A operação pode levantar R$ 4 bilhões, segundo especialistas. A ideia central da petroleira é sair completamente do setor de gás.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que o objetivo é fazer uma oferta pública de ações da Gaspetro, de uma forma semelhante a que privatizou a BR Distribuidora no ano passado.

Engie

A Engie Brasil (EGIE3) aprovou a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures por sua subsidiária Engie Transmissora de Energia Participações. A operação foi aprovada na última sexta-feira (31) pelo conselho de administração da empresa.

De acordo com a ata de reunião do colegiado divulgada pela Engie, as debêntures serão do tipo simples e não conversíveis em ações. O prazo de vencimento dos títulos de dívida serão para nove meses a partir da data de emissão.

A empresa informou que os juros remuneratórios serão de 100% da taxa DI mais 0,67% ao ano. O pagamento será realizado somente no vencimento dos papéis.

Cogna

A Cogna (COGN3) comunicou ao mercado e seus acionistas que fará uma oferta pública de distribuição primária de ações que pode levantar cerca de R$ 2 bilhões. A oferta foi aprovada na última sexta-feira (31) pelo conselho de administração da empresa, de acordo com o fato relevante publicado.

A Cogna informou que distribuirá 172.117.040 ações ordinárias em lote primário. A precificação dos papéis ocorrerá no dia 11 de fevereiro e a negociação dos ativos na B3 está prevista para o dia 14 de fevereiro.

A empresa informou que irá usar os recursos levantados por meio da oferta para adquirir grupos de ensino superior. Além disso, o montante será destinado para otimização da estrutura de capital da empresa.

MRV

A MRV (MRVE3) informou que aprovou, na última sexta-feira (31), em assembléia geral extraordinária, a estrutura do investimento a ser realizada na AHS Residential. O negócio será feito com uma mescla da totalidade da participação indireta de Rubens Menin, que é o maior acionista da empresa no Brasil, na AHS Residential.

A AHS Residential irá realizar seus investimentos após subscrever R$ 986,4 milhões em ações nos Estados Unidos nos próximos quatro anos.

Fontes: Suno Research, Infomoney e Valor Investe