10 destaques que devem impactar o mercado financeiro nesta quarta-feira (12)

65

O Ibovespa fechou o dia de ontem (11) em alta de 2,49% aos 115.032.98 pontos. O principal índice da bolsa brasileira voltou a subir após fechar no menor patamar do ano na véspera, quando ficou em 112.570,30 pontos. Nesta quarta-feira (12), 10 destaques devem ajudar a definir os rumos do mercado, confira abaixo:

Destaques do Mercado Financeiro
Destaques do Mercado Financeiro

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil colocou sob revisão as suas participações no setor de cartões, o que poderá levar a uma reorganização da área e até à venda de ativos, informa o Valor Econômica. O objetivo é estudar como “extrair mais valor” dessas operações. Os negócios do BB incluem uma administradora de cartões e participações na credenciadora Cielo, na empresa de “vouchers” Alelo, entre outras.

O Bradesco BBI avaliou a possível venda com cautela. “Desinvestir na emissão de cartões pode colocar a operação inteira de varejo em risco. Claramente, esta opção está sobre a mesa porque a privatização do Banco do Brasil não parece ser uma opção do ponto de vista político. A solução então parece ser levantar valores com a venda de ativos em certas áreas. Nos cartões, parcerias com outros bancos, como o Bradesco e a Caixa, tornam a reorganização uma tarefa desafiadora”, avalia o BBI.

Moura Dubeux

A construtora Moura Dubeux Engenharia (MDNE3) fará uma oferta pública inicial de ações (IPO) que deve movimentar até R$ 1,25 bilhão. A empresa definiu o preço por papel em R$ 19,00.

A estreia da Moura Dubeaux acontecerá nesta quinta-feira (13) na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

Vale

A Vale (VALE3), em 2019, perdeu o posto de maior produtora do mundo em minério de ferro. Isso porque a empresa registrou uma baixa de 21,5% na produção em relação a 2018, apresentando 301,97 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado. Agora, a empresa Rio Tinto, anglo-australiana, ficou com o posto de maior produtora global de minério de ferro.

A queda de produção da Vale aconteceu por conta da tragédia que ocorreu em Brumadinho, Minas Gerais, em janeiro do ano passado. A fatalidade levou a Vale a interromper diversas atividades da empresa em MG.

Romi

A Indústrias Romi divulgou seu resultado trimestral na última terça-feira (11) e informou que obteve lucro líquido de R$ 19,06 milhões no período entre outubro e dezembro do ano passado. O resultado significa uma queda de 9,4% em relação ao mesmo período de 2018, e baixa de 31,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2019.

A receita líquida da Romi teve queda de 6,6% em relação ao quarto trimestre de 2018 e foi de R$ 230,4 milhões. O lucro operacional também caiu, para R$ 22,4 milhões, uma baixa de 25%.

As encomendas, em contrapartida, tiveram uma alta de 19,5% no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo intervalo de 2018. As novas encomendas de máquinas e equipamentos chegaram a R$ 185,2 milhões no período entre outubro e dezembro do ano passado.

Petrobras

A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que já está descontando valores referentes aos dias de greve que os funcionários da empresa não compareceram ao trabalho.

“Como já informamos, o desconto será realizado porque não houve a contraprestação do serviço, ou seja, os empregados não realizaram o trabalho para o qual são contratados”, completou.

A estatal petroleira também assegurou que, mesmo com o movimento realizado pelos grevistas, “as unidades estão operando em condições adequadas de segurança, com reforço de equipes de contingência e não há impacto na produção”.

Eneva

A Eneva (ENEV3) adquiriu um financiamento no valor de R$ 1 bilhão com o Banco da Amazônia. O valor será utilizado na construção do projeto integrado Azulão-Jaguatirica, de acordo com informações da empresa ao mercado.

A empresa deverá pagar o valor em até 196 meses, considerando 24 meses de carência, com vencimento em 15 de junho de 2036 ao custo de IPCA + 1,5013% a.a.

Tim

A TIM Participações (TIMP3) divulgou o seu balanço do quarto trimestre de 2019 na noite da última terça-feira (11). De acordo com a empresa, o lucro líquido, na comparação anualizada, cresceu 28,7%, atingindo R$ 756 milhões.

Segundo a TIM, o resultado no acumulado anual foi de R$ 2 bilhões, o equivalente a uma alta de 32,1% sobre o reportado em 2018.

A empresa ainda destaca de R$ 17,37 bilhões em receita líquida atingidos em 2019, um leve crescimento de 2,3% na comparação ano a ano. Do total, R$ 3,9 bilhões foram direcionados ao Capex da companhia.

Comgas (CGAS3) 

A Comgas, Companhia de Gás de São Paulo, publicou balanço na noite de ontem e informou lucro líquido recorrente de R$ 277 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 2,7% sobre igual período do ano anterior. O EBITDA cresceu 5,4% no quarto trimestre de 2019, para R$ 489,6 milhões. Já o número de clientes da empresa cresceu 5,4% e ultrapassou 2 milhões no final de 2019.

Cogna (COGN3)

A oferta de ações da Cogna Educação movimentou R$ 2,56 bilhões com a venda de 232,4 milhões de ações. O preço por ação foi estabelecido em R$ 11,00, desconto de 1,35% em relação ao valor do último fechamento.

Log-in (LOGN3)

A Log-in foi iniciada como compra pelo Goldman Sachs. O preço-alvo é de R$ 30,80, o que implica potencial de alta de 36% em
relação ao último fechamento, mas ainda assim abaixo do preço-alvo médio de R$ 30,93.

Fontes: Suno Notícias, Infomoney e Yahoo Finanças